quarta-feira, 11 de julho de 2012

JORNALISTA (DE VERDADE) AGE ASSIM

RESPOSTA DO PARAGUAI A POSIÇÃO (BOLIVARIANA) BRASILEIRA:
(Traduzido)

 
Não compreendemos a posição do Brasil. Ou não queremos compreender, tanto é o bem que lhe queremos. Nos arrasou como sicário da Rainha Vitória e nós lhe perdoamos e juntos construímos o colosso de Itaipu. O tratamos bem e ele defende a continuidade de uma das piores fases de nossa história, em nome do quê? Nega-nos o direito à autodeterminação, mas se esquece do papelão ridículo que fez em defesa de um cretino como Zelaya, um corrupto ligado a grupos somozistas de extermínio e que era tão esquerdista como Stroessner e democrático como Pinochet.
 
Foi deplorável o papel do chanceler Patriota (que não se perca pelo nome), saracoteando pelas ruas de Assunção em desabalada carreira, indo aos partidos Liberal e Colorado pressionar em favor de um presidente que caía. Adentrando o Parlamento ao lado do chanceler de Hugo Chávez, o Sr. Maduro, para ameaçar em benefício de um presidente que o país rejeitava. Indo ao vice-presidente Federico Franco ameaçar-lhe, com imensa desfaçatez, desconhecendo seu papel constitucional e o fato de que ninguém renunciaria a nada apenas por uma ameaça calhorda da Unasul (que não é nada) e outra ameaça não menos calhorda do Mercosul (que não é nada mais que uma ficção).

O Barão do Rio Branco arrancou seus bigodes cofiados no túmulo profanado pelo Itamaraty de hoje.

O que quer o governo Dilma? Passar pelo mesmo vexame de Lula na paupérrima Honduras? Se afirmativo, já fica sabendo que passará.

Nós temos imensa disposição de continuar uma parceria que se relevou positiva e decente para ambos os países. Mas não temos da austera presidente o mesmo terror-medo-pânico que lhe devotam seus auxiliares e ministros.

Cara feia não faz história, apenas corrói biografias. Dilma chamou seu embaixador em Assunção e Cristina fez o mesmo. As radicais matronas só não sabiam que: o embaixador brasileiro é um ausente total, vivendo mais tempo em Pindorama do que por aqui.

Recorda o ex-embaixador Orlando Carbonar, que foi pego de surpresa em fevereiro de 1989 pelo movimento que derrubou o general Stroessner. Até meus filhos, crianças na época, sabiam que o golpe se avizinhava e que estouraria a qualquer momento, menos o embaixador brasileiro, que descansa no carnaval de Curitiba, sua cidade natal. Voltou às pressas, num jatinho da FAB, para embarcar Stroessner rumo ao Brasil.

E a Argentina… Bem, a Argentina não tem embaixador no Paraguay faz alguns meses… Ocupadíssima, Dona Cristina não nomeou seu substituto. País de necrófilos, chamou um fantasma até a Casa Rosada para consultas.
O Paraguay fez o que tinha que fazer. Seguirá adiante, como seguem adiante as Nações, testadas e curtidas pelas crises que retemperam e reforçam os povos.

O religioso que não honrou seus votos de castidade e pobreza e traiu sua igreja, foi por ela rejeitado. O presidente que não honrou nossos votos e nos traiu, foi por nós deposto. Deposto por incapaz, por mentiroso, por ineficiente. Mas, principalmente, por que traiu as esperanças de um país e um povo que precisaram dele e nele confiaram e ele os traiu a todos. E, por isso, Lugo não voltará.

 
(*) Chiqui Avalos é conhecido escritor e jornalista paraguaio. Combateu a ditadura de Stroessner e apoiou a candidatura de Fernando Lugo. É o editor de “Prensa Confidencial”, influente boletim digital editado no Paraguai.

 
(Extraído do Portal Militar).

domingo, 8 de julho de 2012

Brasil produzirá mosquito transgênico para combate à dengue

INOVAÇÃO


Brasil produzirá mosquito transgênico para combate à dengue
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, neste sábado (7) na Bahia, da inauguração de fábrica que irá produzir em larga escala vetor estéril. Governo aposta na iniciativa, inédita no mundo, para controle da doença
O Brasil dará início à produção em larga escala de mosquito transgênico que será utilizado para o combate à dengue. Neste sábado (7), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, na Bahia, da inauguração da fábrica com maior capacidade de produção mundial do mosquito da dengue estéril. A unidade funcionará em Juazeiro, na sede da empresa pública Moscamed, especializada na produção de insetos transgênicos para controle biológico de pragas.
Com 720 m2 de área, a unidade fabril vai confeccionar em larga escala do macho do Aedes Aegypt geneticamente modificado. A produção do mosquito transgênico será supervisionada pelo Ministério da Saúde. A intenção do governo federal é utilizar tecnologia inovadora criada nacionalmente como opção de controle da dengue em todo o Brasil. “Nós incentivamos o desenvolvimento deste projeto e vamos monitorar de perto, pois promete ser uma alternativa efetiva de controle da principal epidemia urbana do país”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que esteve presente no evento, ao lado do governador da Bahia, Jacques Wagner, e de outras autoridades públicas. "Nossa expectativa é ter esse tipo de tecnologia agrupada a outras para controlar a dengue , com isso conseguiremos melhorar o diagnóstico e o tratamento. Para isso, é preciso apostar em novas tecnologias", ressaltou Padilha.
A unidade fabril é um braço da empresa pública Moscamed, biofábrica criada em 2005 e subsidiada pelo Ministério da Agricultura e pelo governo do estado da Bahia, especializada na produção de insetos transgênicos para controle biológico de pragas. Sua capacidade máxima de produção é 4 milhões de machos do Aedes Aegypt estéreis por semana. Estes mosquitos, liberados no ambiente em quantidade duas vezes maior do que os mosquitos não-estéreis, vão atrair as fêmeas para cópula, mas sua prole não será capaz de atingir a fase adulta, o que deve reduzir a população de Aedes a tal nível que controle a transmissão da dengue. Inicialmente, os insetos serão liberados no município baiano de Jacobina, com 79 mil habitantes, que apresentou 1.647 casos de dengue e dois óbitos pela doença só neste primeiro semestre de 2012. A ação é inédita mundialmente: é a maior liberação de insetos transgênicos de controle urbano do mosquito da dengue. O governo de estado da Bahia está investindo 1,7 milhões no projeto.
Já há resultado bem sucedido de projeto piloto realizado entre 2011 e 2012 em dois bairros de Juazeiro (BA) – Mandacaru e Itaberaba –, ambos com cerca de 3 mil habitantes, e alto índice de proliferação do mosquito. Com o emprego desta técnica, houve redução de 90% população do mosquito em seis meses nestes distritos. Com a experiência em Jacobina, uma cidade de médio porte, será possível mensurar a redução da doença na população. O projeto em Jacobina também vai verificar a melhor maneira de adaptar o mosquito ao ambiente, como transporte e logística adequados. Inicialmente, será transportada a pupa (fase do inseto) em containers, e não o mosquito adulto, pois acredita-se que este morreria após algumas horas de viagem.
A partir dos resultados, o governo poderá expandir a estratégia para todo o país e, dentro de alguns anos, incorporá-la ao Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos mecanismos de combate à doença. Os estudos para mensurar o impacto em termos de redução da dengue levam pelo menos 5 anos, de acordo com o National Institute of Health (órgão equivalente ao Ministério da Saúde americano). Para que a tecnologia seja incorporado ao SUS e reproduzida comercialmente por empresas privadas, deve ter a aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança(CTNBio), do Ministério da Saúde, da Anvisa, do Ibama e do Ministério da Agricultura.
“Para combater a dengue, é necessário a aliar várias estratégias conjuntamente: além do controle do vetor, é importante o investimento na vacina da dengue e o tratamento de casos graves”, ressaltou Padilha.
PESQUISA -- O ministério tem acompanhado a pesquisa com o Aedes Aegypt transgênico desde o seu início, em 2010, que começou com a adaptação do mosquito em laboratório da Universidade de São Paulo (USP). Conhecido como PAT (Projeto Aedes Transgênico), o estudo foi desenvolvido em parceria com a empresa britânica Oxitec, que desenvolveu a primeira linhagem do inseto transgênico. Esta teve de, posteriormente, ser adaptada ao ambiente nacional. Em 2011, a Moscamed entrou na parceria e deu um salto quantitativo na produção do mosquito, com 550 mil mosquitos.
A Moscamed foi criada em 2005, e ganhou notoriedade depois de um case bem sucedido de controle biológico no Brasil da chamada “mosca-do-mediterrâneo”. Esta praga, conhecida como “bicho da goiaba”, também presente em outras frutas, inviabilizam a comercialização delas, causando prejuízos da ordem de US$ 120 milhões por ano para a fruticultura brasileira e mais de US$ 2 bilhões para a fruticultura mundial. Uilizando a “Técnica do Inseto Estéril”, a Moscamed conseguiu reduzir a população deste bicho a níveis abaixo do dano econômico, e ampliou o acesso do Brasil ao mercado internacional de frutas, principalmente para os Estados Unidos, Japão e União Européia. A organização foi escolhida pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para ser a primeira Biofábrica do mundo a utilizar a tecnologia de raios-x para a esterilização de insetos. É reconhecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) como entidade de pesquisa.
EPIDEMIA -- No primeiro semestre de 2012 (janeiro a junho), já foram registrados 431.194 casos de dengue em todo o País. A Região Sudeste tem o maior número de casos (182.895 casos; 42,4%), seguida da Região Nordeste (168.935 casos; 39,2%), Centro-Oeste (43.228 casos; 10,0%); Norte (31.927 casos; 7,4%), e Sul (4.209 casos; 1,0%). A Bahia apresentou mais de 41 mil casos de dengue em 2012. É o terceiro estado com maior número de notificações, atrás do Rio de Janeiro e Ceará.
Por Bárbara Semerene, da Agência Saúde

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ECONOMIA DA SAÚDE

Recebi do Ministério da Saúde, via email, o convite abaixo (coincidentemente, este foi o tema de palestra que proferi aos alunos do curso de Medicina, na UNIPAC, durante minha gestão como secretário municipal de saúde):

terça-feira, 12 de junho de 2012

LICITAÇÃO: em Uberlândia é normal; em Araguari, provoca arrepios

SERVIÇOS DE SAÚDE: LICITAÇÃO É O MELHOR CAMINHO

Há exatos seis (06) anos, no exercício da função de secretário municipal de saúde, em Araguari-MG, ao lançar Edital para licitação de exames laboratoriais, sofri, seguramente, a maior onda de ataques que nenhum outro gestor da pasta sofreu; nem antes, nem depois.

Visando evitar a licitação, e por tabela manter a reserva de mercado, as empresas do setor se rebelaram e, dentre outras aberrações, tais como "elaborar edital que permitisse APENAS EMPRESAS DE ARAGUARI de participarem", empreenderam uma campanha sem precedentes (e felizmente sem descendentes) na tentativa de macular minha honra, arguindo teses como:

"- não é legal licitar exames laboratoriais"

"- o procedimento correto é o credenciamento, já que existem 11 empresas na cidade"

"- com a licitação, o secretário coloca em risco a saúde de toda população araguarina"

etc, etc, etc...

Tentaram impugnar a licitação, numa iniciativa legal, porém com argumentos desprovidos de coerência, bom senso e razoabilidade.

Aquele pedido de impugnação foi corroborado por inúmeras entidades da sociedade civil, cujos líderes assinaram e (alguns) posteriormente me afirmaram, pessoalmente, que ASSINARAM SEM LER, ou que ASSINARAM EM SOLIDARIEDADE aos empresários, MESMO SEM SABER SE AS ACUSAÇÕES ERAM PRODECENTES.

Alguns daqueles então líderes de entidade, hoje se travestem de defensores da saúde, engajados que estão na campanha eleitoral visando alcançar o poder e ascender ao Palácio dos Ferroviários. Acompanhados, claro, dos mesmos empresários que são contra licitação...

Tentaram, também, impedir, judicialmente, a licitação através de Mandado de Segurança, com pedido de liminar, que foi negada pela Justiça que julgou a ação improcedente, encerrando a questão com julgamento do mérito, apontando que não havia qualquer sustentação para as alegações dos impetrantes. E mais, o juiz, em sua sentença, deixou claro que não houve qualquer evidência de irregularidade nem ilegalidade nos atos do secretário de saúde.

Não tive qualquer tipo de apoio ao sofrer aquela infâmia; nessas horas, os amigos buscam a zona de conforto. Porém, fundado na consciência tranquila e no meu histórico de vida, enfrentei a horda e mantive intacta minha honra profissional e pessoal, mesmo com enormes prejuízos sociais e financeiros.

Porém, o intento principal foi retomado: após minha saída do cargo (a pedido, dois anos após o ocorrido), a Prefeitura de Araguari voltou a contratar tais serviços SEM LICITAÇÃO, afrontando o Princípio da Economicidade. A coisa continua assim, até hoje. O pano de fundo daquela celeuma toda, além da clara formação de cartel, era proteger algumas empresas que não possuem Certidão Negativa de Débitos Federais e, portanto, de acordo com a Constituição Federal, não poderiam contratar com o Poder Público. Não poderiam, porque em Araguari, contratam...

Rememorando o passado, trago à baila o presente, onde a PREFEITURA DE UBERLÂNDIA continua o procedimento que adota desde tempos remotos (sem ceder a nenhum tipo de pressão corporativista). Vejam, abaixo, a nota que resume o Edital de Liciatação publicado em maio;2012.


http://www.uberlandia.mg.gov.br/?pagina=Conteudo&id=38

PROCESSO LICITATÓRIO UNIFICADO Nº 01/201
AVISO EDITAL DE LICITAÇÃO PROCESSO LICITATÓRIO UNIFICADO Nº 01/2012

MODALIDADE: CONCORRÊNCIA PÚBLICA TIPO DE JULGAMENTO: MENOR PREÇO
Os Coordenadores Administrativos da Unidade de Atendimento Integrado – UAI Pampulha e UAPSF – Setor Sul e Unidade de Atendimento Integrado – UAI São Jorge, no uso de suas atribuições, conforme previsto em seu Regulamento de Compras, torna público que fará realizar o Processo Licitatório Unificado nº01/2012, na Modalidade “Tomada de Preço” do tipo “Menor Preço”, no dia 19 de junho às 14:30hs na Sala de Reuniões da Missão Sal da Terra, à Rua São Francisco de Assis nº 540 bairro Vigilato Pereira – Uberlândia/MG. O Processo Licitatório Unificado visa à seleção e contratação de empresa especializada na prestação de serviços de Análises Clínicas e Patológicas de segunda-feira a domingo, inclusive feriados, para atender as necessidades da Unidade de Atendimento Integrado – UAI Pampulha (Lote I), Unidade de Atendimento Integrado – UAI São Jorge (Lote II) e UAPSF – Setor Sul (Lote III) incluindo fornecimento de material e insumos para coleta, transporte do material biológico até a liberação e entrega dos resultados, bem como todas as condições necessárias para a perfeita realização dos serviços laboratoriais de patologia e análises clínicas, ao longo do período de contratação. O edital encontra-se à disposição no Setor de Compras da UAI São Jorge, telefone 34-3227-2264, das 09:00 às 16:00 horas, na Av. Toledo n° 165, bairro Jardim Aurora – Uberlândia ou através do site www.missaosaldaterra.org.br.
Uberlândia-MG, 18 de maio de 2012.
Ricardo Borges
Coordenador Administrativo
Missão Sal da Terra – UAI São Jorge
Arthur Guilherme R. Pereira
Missão Sal da Terra – UAI Pampulha e UAPSF – Setor Sul

domingo, 10 de junho de 2012

Desembargador do TJ/SP dá verdadeira aula de humanismo

Extraído de: OAB - Rio de Janeiro - 10 de Junho de 2011



Desembargador do TJ/SP dá verdadeira aula de humanismo


Abaixo, a decisão do desembargador José Luiz Palma Bisson, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferida num recurso de agravo de instrumento ajuizado contra despacho de um magistrado da cidade de Marília (SP), que negou os benefícios da justiça gratuita a um menor, filho de um marceneiro que morreu depois de atropelado por uma motocicleta.


O menor ajuizou uma ação de indenização contra o causador do acidente pedindo pensão de um salário-mínimo, mais danos morais decorrentes do falecimento do pai. Por não ter condições financeiras para pagar custas do processo, o menor pediu a gratuidade prevista na Lei 1060/50. O juiz, porém, negou-lhe o direito, argumentando que ele não apresentara prova de pobreza e, também, por estar representado no processo por "advogado particular".


Eis o relatório de desembargador:


"Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro - ou sem ele , com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.


Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai - por Deus ainda vivente e trabalhador - legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em pau-brasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro - que nem existe mais - num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.


Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.


O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante.


Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres.


Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d'água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou.


Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos...


Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir.


Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal.


É como marceneiro que voto.


José Luiz Palma Bisson - relator sorteado"


Complementando a informação sobre o Processo (por JusBrasil):


Agravo de Instrumento 0084039-57.2005.8.26.0000


Relator(a): Palma Bisson


Comarca: Marília


Órgão julgador: 36ª Câmara do D.OITAVO Grupo (Ext. 2° TAC)


Data do julgamento: 19/01/2006


Data de registro: 30/01/2006


Outros números: 1001412000


Ementa: Agravo de instrumento - acidente de veículo - ação de indenização -decisão que nega os benefícios de gratuidade ao autor, por não ter provado que menino pobre é e por não ter peticionado por intermédio de advogado integrante do convênio OAB/PGE - inconformismo do demandante - faz jus aos benefícios da gratuidade de Justiça menino filho de marceneiro morto depois de atropelado na volta a pé do trabalho e que habitava castelo só de nome na periferia, sinais de evidente pobreza reforçados pelo fato de estar pedindo aquele uma pensão de comer, de apenas um salário mínimo, assim demonstrando, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, que o que nela tem de sobra é a fome não saciada dos pobres - a circunstância de estar a parte pobre contando com defensor particular, longe de constituir um sinal de riqueza capaz de abalar os de evidente pobreza, antes revela um gesto de pureza do causídico; ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos... - recurso provido.


PDF original da decisão: http://www.jusbrasil.com.br/resources/agravo_instrumento_100141200.pdf

KUNG FU: Saúde através da arte marcial

KUNG FU - Saúde física, mental e espiritual


Na ACADEMIA ESPAÇO ORIENTAL, sob a coordenação do mestre "sihing" IRON PEREIRA, os alunos aprendem os segredos da milenar arte marcial KUNG FU.

Disciplina, concentração e autocontrole são alguns aspectos se destacam e se refletem na postura e na conduta pessoal dos praticantes.



Há 5 anos, meu filho Matheus Giroto Costa Mota faz parte do corpo de alunos da academia. E os resultados não poderiam ser melhores, tanto no aspecto físico, quanto emocional, disciplinar e cognitivo.


Sihing IRON PEREIRA


Vale a pena visitar a Academia Espaço Oriental e conhecer um pouco mais da mais completa arte marcial.

Alunos ouvem o sihing Iron Pereira, sobre a importância da meditação



Matheus, na meditação final


Academia Espaço Oriental
Rua Natal Mujalli, 451 - Centro
Araguari-MG

quinta-feira, 7 de junho de 2012

SAÚDE: HUMANIZAÇÃO JÁ...

O que é o HumanizaSUS


Durante minha gestão, fiz questão de "vestir a camisa" do HUMANIZA SUS.
Continuo acreditando na premissa.


Lançada em 2003, a Política Nacional de Humanização (PNH) busca colocar em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde, produzindo mudanças nos modos de gerir e cuidar.

A PNH estimula a comunicação entre gestores, trabalhadores e usuários para construir processos coletivos de enfrentamento de relações de poder, trabalho e afeto que muitas vezes produzem atitudes e práticas desumanizadoras que inibem a autonomia e a corresponsabilidade dos profissionais de saúde em seu trabalho e dos usuários no cuidado de si.

Vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, no Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (DAPES), a PNH conta com um núcleo técnico sediado em Brasília – DF e equipes regionais de apoiadores que se articulam às secretarias estaduais e municipais de saúde. A partir desta articulação se constroem, de forma compartilhada, planos de ação para promover e disseminar inovações em saúde.

Com a análise dos problemas e dificuldades em cada serviço de saúde e tomando por referência experiências bem-sucedidas de humanização, a PNH tem sido experimentada em todo o país. Existe um SUS que dá certo, e dele partem as orientações da PNH, traduzidas em seu método, princípios, diretrizes e dispositivos.

O HumanizaSUS aposta em inovações em saúde, como:

- Valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores;

- Fomento da autonomia e do protagonismo desses sujeitos e dos coletivos;

- Aumento do grau de co-responsabilidade na produção de saúde e de sujeitos;

- Estabelecimento de vínculos solidários e de participação coletiva no processo de gestão;

- Mapeamento e interação com as demandas sociais, coletivas e subjetivas de saúde;

- Defesa de um SUS que reconhece a diversidade do povo brasileiro e a todos oferece a mesma atenção à saúde, sem distinção de idade, etnia, origem, gênero e orientação sexual;

- Mudança nos modelos de atenção e gestão em sua indissociabilidade, tendo como foco as necessidades dos cidadãos, a produção de saúde e o próprio processo de trabalho em saúde, valorizando os trabalhadores e as relações sociais no trabalho;

- Proposta de um trabalho coletivo para que o SUS seja mais acolhedor, mais ágil e mais resolutivo;

- Compromisso com a qualificação da ambiência, melhorando as condições de trabalho e de atendimento;

- Compromisso com a articulação dos processos de formação com os serviços e práticas de saúde;

- Luta por um SUS mais humano, porque construído com a participação de todos e comprometido com a qualidade dos seus serviços e com a saúde integral para todos e qualquer um.”