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terça-feira, 3 de maio de 2011

(Artigo publicado na coluna semanal "Painel", no jornal Diário de Araguari, em 03.05.2011)

GESTÃO ESTRATÉGICA

O sucesso de qualquer empreendimento depende, fundamentalmente, do planejamento oportuno, adequado e consistente. Numa economia onde a disputa é cada vez mais acirrada, e o acesso aos bens de produção dificultado pela inflação dos custos e a escassez de mão de obra qualificada, planejar é tarefa inadiável. Noutro sentido, um adequado sistema de gerenciamento e controle é imprescindível para o sucesso que qualquer projeto.

Alguns setores da administração privada ainda resistem em adotar critérios rigorosos de planejamento e controle, abrindo mão de garantir uma navegação segura e o alcance da lucratividade, de forma perene.

No setor público, contaminado por velhos hábitos de provimento de cargos de gestão com base no compadrismo e no conluio eleitoral, as conseqüências do amadorismo são ainda mais fortes. Onde deveria prevalecer o planejamento de longo prazo, predominam “planos de governo’ elaborados de afogadilho, sem o concurso de especialistas das diversas áreas e sem a participação efetiva da representação social. Portanto, recheados de utopias e palpites, sem a análise da viabilidade econômica e orçamentária. O Brasil está repleto de (maus) exemplos de gasto indevido de dinheiro público.

Na outra ponta do iceberg, está a sociedade brasileira, desde sempre alienada e desinteressada de promover o controle social da gestão pública, cujos mecanismos estão previstos em lei. Mandato eletivo não deveria ser alvará para desmandos, como ocorre há décadas. A mesma sociedade que reclama de maus gestores, se esmera na omissão de suas responsabilidades, como fiscal dos atos de quem elegeu para “gerenciar” o patrimônio de todos nós.

A gestão estratégica precisa, definitivamente, entrar na ordem do dia em todos os setores da atividade humana. Notadamente, na administração pública que tem a dura missão de cuidar do interesse da maior clientela que qualquer empresa pode ter: toda a população de um município, estado ou país.

Boa semana!

edilvomota@hotmail.com
http://saúdenatela.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gestão Pública planejada

(artigo publicado na coluna "Painel", do jornal "Diário de Araguari", na edição de 20.04.2010)

GESTÃO PÚBLICA PLANEJADA


A edição de março, da revista “Mercado”, noticiou a visita do então governador de Minas, Aécio Neves, às obras do hospital municipal de Uberlândia. A matéria informa que já foram investidos R$ 46 milhões na obra, sendo R$ 38 milhões do governo do Estado e R$ 19 milhões do município.

Segundo informação do secretário municipal de saúde, Gladstone Rodrigues da Cunha, o hospital, construído numa área de 20 mil metros quadrados, prestará atendimento em clínica médica e cirúrgica, maternidade e pediatria. Contando com 258 leitos, 15 leitos de UTI neonatal, 10 leitos de UTI pediátrica e 30 leitos de UTI adulto, o hospital foi planejado para uma futura expansão, chegando a 500 leitos.

O projeto arquitetônico é do arquiteto e médico Domingos Fiorentini, autor de mais de 500 projetos para construção de hospitais no país. Resta aguardar que os recursos para custeio das atividades também estejam devidamente contemplados nos respectivos orçamentos, haja vista que o financiamento das atividades do SUS é de responsabilidade dos três níveis de gestão.

A notícia, alvissareira para o sistema regional de saúde, em vista do desafogo que permitirá ao estrangulado Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, dá bem a medida da importância do planejamento, como eixo estruturador de toda ação da gestão pública. Nenhuma ação, por mais bem intencionada que seja, deve ser empreendida sem a devida avaliação de sua viabilidade, tanto no aspecto técnico quanto econômico-financeiro.

Como professor no curso de Gestão Pública da Unipac, tenho percebido a importância da qualificação dos quadros do setor público. As turmas, formadas em sua quase totalidade por servidores públicos municipais da região, têm demonstrado grande interesse pelos diversos temas abordados, tais como: Direito Administrativo, Contabilidade e Orçamento Público, Elaboração de Projetos, Finanças Públicas, dentre outros.

Para compensar o eventual despreparo de gestores alçados a cargos de direção, compete ao poder público, em todas as suas instâncias, lançar mão da qualificação de seus quadros técnicos permanentes, inclusive provendo dotação orçamentária para tal fim. O princípio da Eficiência justifica plenamente tal medida.

No último final de semana, a imprensa local noticiou a indicação de uma engenheira, com currículo e experiência, para assumir a secretaria municipal de Planejamento. A medida merece aplauso e os votos de que a profissional consiga implantar na gestão pública local uma nova visão, norteando as ações do Executivo e priorizando projetos que, efetivamente, atendam ao interesse coletivo. E que gestores de outras áreas possam, enfim, seguir tal exemplo e dizer a que vieram.

edilvomota@hotmail.com

http://saudenatela.blogspot.com