terça-feira, 13 de novembro de 2012

SANEAMENTO É SAÚDE

Apenas um terço das cidades tem programa de coleta seletiva de lixo

Dados do IBGE são de 2011; é a primeira vez que o tema saneamento é abordado nesta pesquisa, que levanta informações junto às prefeituras

(Jornal "O Estado de São Paulo" - 13 de novembro de 2012)
Felipe Werneck e Antonio Pita, do Rio

Em 2011, apenas um terço (32,3%) das cidades do País tinha programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em atividade, revela o Perfil dos Municípios Brasileiros, divulgado nesta terça-feira, 13, pelo IBGE.



É a primeira vez que o tema saneamento é abordado nesta pesquisa, que levanta informações junto às prefeituras. No entanto, cruzamento de dados com a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), de 2008, indica que não houve avanço significativo no período em relação à coleta seletiva. A região Sul possuía a maior proporção de municípios com programas em atividade (55,8%), seguida pelo Sudeste, com 41,5%. Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções de municípios sem programas: 62,8% e 62,3%. Em Roraima, nenhum município tinha coleta seletiva em 2011.

"Os municípios ainda não estão estruturados com ênfase na questão do saneamento. Em relação à PNSB 2008, os dados são semelhantes. Poderia ter havido um movimento melhor na questão da coleta seletiva", diz Daniela Santos Barreto, pesquisadora da coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

A pesquisa também mostra que a maioria (60,5%) dos municípios brasileiros não executa qualquer acompanhamento em relação ao abastecimento de água, esgotamento sanitário e/ou drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Também se verificou que em 47,8% dos municípios não há órgão responsável pela fiscalização da qualidade da água.

Também mostra que as políticas de saneamento são fragmentadas e que poucos têm estrutura única de saneamento. Apesar de o plano nacional de saneamento básico prever que todos os municípios devem ter estrutura para cuidar do saneamento, apenas 28% possuem. "Em relação à lei de saneamento, ainda é preciso uma sensibilização dos municípios, para que cumpram suas responsabilidades de fiscalizar e normatizar a execução de serviços", acrescenta Daniela.

COMENTÁRIO DO BLOG:

O saneamento é uma das premissas consideradas pela própria Lei Orgânica da Saúde como fatores condicionantes e determinantes da saúde. Ainda que, historicamente, os agente políticos no âmbito municipal ajam dentro de uma perversa lógica de que "o que não aparece não dá voto", passa da hora de a sociedade começar a cobrar ações mais contundentes e eficazes na área do saneamento. A saúde coletiva é um patrimônio inalienável da cidadania.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Alcoolismo: grave problema de saúde

EX
(Ruy Castro)


RIO DE JANEIRO - Prometi-me não escrever mais sobre Adriano, o ex-Imperador, ex-atleta, ex-jogador. Aos 30 anos, sua carreira no futebol está encerrada. Todas as tentativas para recuperar seus tendões, fazê-lo perder 20 kg e botá-lo em forma, por mais bem planejadas, fracassarão. A tendência é a de que as notícias a seu respeito logo deixem as páginas de esporte e se mudem para outros cadernos dos jornais.

Mas, se o jogador não é mais personagem, resta o homem --e é este que, mais do que nunca, está em perigo. O Flamengo, clube que o revelou e do qual ele se afastou de vez nesta segunda-feira, mantinha-o "treinando" por medo de que, sem o futebol, Adriano emburacasse de vez. A intenção era louvável, mas inútil. Ele já emburacou. Não tem mais controle sobre seu comportamento. Quem o comanda é o álcool.

Adriano sobe aos palcos ou à mesa dos botequins e se diz "orgulhoso de ser da favela", que "tem dinheiro, mas não precisa dele" e é vítima "da inveja". É a prepotência em pessoa. Não admite seu único problema: o de que sua vontade tornou-se uma combinação de água, malte de cevada e lúpulo.

Ainda não chegou ao estágio em que o sentimento de culpa faz com que o alcoólatra cogite sinceramente interromper o consumo (mas não consegue, porque o organismo já fala mais alto do que o cérebro). E, pelo tom eufórico de suas aparições, sempre registradas pelas câmeras, ainda não foi tomado pela depressão e pela inércia. Mas tudo isto --culpa, depressão, inércia-- sobrevirá, e não terá a ver com o fato de ele estar "treinando" ou não. Será apenas uma fase inevitável do processo.

A única chance para o homem Adriano seria uma internação de pelo menos seis meses em clínica especializada e de regime fechado. Mas os alcoólatras têm uma lógica própria. Não se envergonham da doença --só do tratamento.




Ruy Castro, escritor e jornalista, já trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. Escreve às segundas, quartas, sextas e sábados na Página A2 da versão impressa

Cuidado com o excesso de sal

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/supermercados-vao-fazer-campanha-para-informar-sobre-os-riscos-do-excesso-de-sal/2233276/

Supermercados vão fazer campanha para alertar sobre os riscos do consumo em excesso de sal.

A informação e a prevenção ainda são os melhores "remédios" contra doenças e garantia de saúde com qualidade de vida.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Utilidade Pública: Cursos do SENAC

SENAC : cursos em Uberlândia-MG


JORNADA DE 30 HORAS PARA PSICÓLOGOS

O Projeto de Lei nº 3338/2008, de autoria do deputado federal Felipe Bornie (PHS-RJ), que define a jornada máxima de 30 horas semanais de trabalho para os profissionais de Psicologia, foi aprovado por unanimidade, no dia 22 de agosto, pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

O PL contém, ainda, emenda substitutiva proposta pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) que estabelece a não redução da remuneração em decorrência de eventual redução da jornada.

As próximas comissões encarregadas de deliberar sobre o PL nº 3338/08 são: Comissão de Trabalho, de Administração e  Serviço Público (CTASP); Finanças e Tributação; e Constituição, Justiça e Cidadania. Se aprovado por todas as comissões, o projeto segue para sanção da presidente Dilma Roussef.

COMENTÁRIO DO BLOG:

No regime democrático, as mudanças ocorrem assim. Cabe aos interessados acompanhar o andamento e cobrar dos parlamentares, eleitos para legislar conforme o interesse da sociedade.

Boa sorte aos amigos e amigas psicólogos.

sábado, 13 de outubro de 2012

Projeto NOVA VISÃO: um cidadão cuidando do futuro de jovens

Na manhã de sábado (13 outubro) a convite do amigo JOÃO CARLOS DE ALMEIDA, visitei a garotada do "PROJETO "NOVA VISÃO".


                                        João Carlos fala com a garotada...

Funcionando há cerca de 1 ano, o projeto tem  como base uma escolinha de futebol destinada a meninos que não têm condição financeira de pagar escolinhas particulares. O trabalho é realizado no bairro Miranda, no campo do Flamengo, sob condições materiais precárias, porém com imensa boa vontade do João Carlos e com ajuda de um preparador físico.


                            Treinamento físico no campo do Flamengo...

O diferencial do projeto, sem dúvida, é o foco na prevenção contra as drogas.

A pedido do João Carlos, falei com a garotada sobre minha experiência de vida. A importância dos estudos, das boas companhias, da disciplina, do respeito à autoridade em todo trabalho de equipe, do cuidado permanente com a boa forma física e mental, com a adoção de bons hábitos diários, e a fundamental necessidade de se manter longe das drogas.



                                    João Carlos e os meninos


Relatei aos garotos a vida difícil na minha infância, e os progressos que consegui através dos estudos, da relação saudável com o futebol, que me proporcionou grandes amigos, muitas vitórias e uma ótima condição física e de saúde.

Relatei, ainda, a experiência como sargento do Exército e secretário de saúde e como bons hábitos (inclusive evitar as drogas) garantem uma vida saudável e sem doenças.

Não existe forma mais produtiva e gratificante de aproveitar um feriado prolongado. Se cada um doar um pouco, por menor que seja, de si a projetos como esse do João Carlos, seguramente estaremos garantindo um futuro melhor às nossas crianças e uma sociedade mais fraterna e justa.

   Depois do treinamento e nossa da "falação" um lanche pra garotada...

SUS: a luta contra a obesidade mórbida

UFU prevê aumento em espera por cirurgia bariátrica
Fernando Boente - Repórter do CORREIO DE UBERLÂNDIA

O Ministério da Saúde anunciou, na última quinta-feira (11), a diminuição de 18 para 16 anos a idade mínima para se conseguir uma cirurgia bariátrica custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Triângulo Mineiro, o único hospital credenciado para realizar o procedimento é o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde há uma fila de espera de 800 pessoas.




Com a determinação do Ministério da Saúde, a demanda deve aumentar, mas o HC-UFU ainda não tem previsão para o aumento da capacidade de atendimento. Não é possível prever, segundo a assessoria de comunicação do hospital, qual será o inchaço provocado pela decisão governamental, que foi baseada em estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre os adolescentes.

O primeiro passo para que o atendimento possa ser expandido pelo HC-UFU seria conseguir uma autorização para aumentar o número de procedimentos realizados mensalmente. Somente oito cirurgias mensais são garantidas atualmente nos três leitos do centro cirúrgico específicos para a intervenção. Por consequência, o número de profissionais e os leitos teriam que ser ampliados.

Também segundo a assessoria, a direção não tem condições de aumentar o quadro multidisciplinar de profissionais que analisa os pacientes obesos nem destacar nova área física para atender à situação de imediato. Mas uma avaliação de como isso poderá ser feito no futuro ocorrerá quando a reforma do bloco cirúrgico do hospital, iniciada no começo de 2012, terminar.

Além da redução da idade mínima para se fazer a cirurgia bariátrica pelo SUS, o Ministério da Saúde também determinou mudanças, conforme consulta pública nº 12, de 24 de setembro de 2012, em outros quesitos técnicos para a intervenção.


Fica permitido, por exemplo, o chamado “sleeve” ou gastroplastia vertical em manga. O novo procedimento bariátrico tem recebido aceitação global, com bons resultados em centros de vários países. Outra novidade será a permissão de uma nova técnica de cirurgia plástica pós-operatório.

Permanecerá a orientação de utilizar a cirurgia bariátrica, no SUS, como último recurso para perda de peso. Antes da cirurgia, o paciente entre 16 e 65 anos deve ter sido acompanhado por uma equipe multidisciplinar durante dois anos. As cirurgias ocorrem somente em pacientes que têm o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 kg/m² ou acima de 35 kg/m² se apresentar doenças como diabetes, hipertensão, entre outras.


Aumento


A decisão do Ministério da Saúde de ampliar a faixa etária para cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi baseada, sobretudo, na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O estudo verificou que 21,7% dos brasileiros entre 10 a 19 anos apresentavam excesso de peso. Em 1970, este índice era de 3,7%.

Em Uberlândia, médicos que atuam na área afirmam que o aumento de pacientes nesta faixa será perceptível, mas ainda não pode ser mensurável.
Segundo estimativas, no Hospital de Clínicas da UFU e nos dois únicos hospitais particulares onde se realiza o procedimento, são feitas 70 cirurgias mensais em Uberlândia. “A tendência é que haja um aumento anual de 50% (na faixa etária de 16 a 18 anos). Isso porque é um problema cultural e comportamental. Hoje, as pessoas e crianças consomem comida industrializada em excesso e gastam poucas calorias”, afirmou o cirurgião Luis Augusto Mattar.

Luiz Augusto Mattar, cirurgião do HC-UFU


Exemplo

Considerado um problema cultural, a obesidade não pode ser resolvida somente com a cirurgia bariátrica, alertam especialistas. “O obeso tem que entender que ele terá que mudar o estilo de vida. Se ele não se readequar definitivamente após a cirurgia, poderá engordar novamente, ficar desnutrido ou ter deficiência de algum nutriente”, afirmou o endocrinologista Joel Heitor Filho.


Davi Fuzaro Melo passou pela cirurgia


O estudante Davi Fuzaro Melo, hoje com 18 anos, lembra quando teve de recorrer à rede de saúde privada aos 16 anos, quando o SUS ainda não atendia à sua faixa etária, para perder parte dos 157 kg. “A minha sorte é que tinha plano de saúde para cobrir o alto preço da cirurgia. Agora, tenho 93 kg e, além de controlar alimentação, jogo futebol americano para me manter”, afirmou. Uma cirurgia bariátrica no Brasil custa entre R$ 12 mil e R$ 24 mil.