Do jornal "O Globo"
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/07/26/entrevista-com-gustavo-binenbojm-917248475.asp
Tanto lá, como cá... NÃO À CENSURA!!!
Homem público tem que se acostumar com a exposição...
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
CENSURA??? Não!!!
Dias atrás, atendendo convite do apresentador Flávio Pires, concedi entrevista ao canal 15 de televisão, para o programa "Conexão". Apresentado por Flávio, o programa tem como foco especialmente a juventude araguarina.
Flávio pautou a entrevista, divida em dois blocos, da seguinte forma: no primeiro bloco, falamos de cidadania, controle social sobre as ações do poder público (empoderamento social), respeito às leis...
No segundo bloco, Flávio me provocou a falar sobre as eleições que se avizinham e sobre corrupção cometida por agentes políticos.
Discorri sobre esses temas sem dificuldades, criticando, de forma genérica, a má conduta de agentes políticos; porém, sem qualquer tipo de ilação. Lembrei que os picaretas não chegam ao poder sozinhos; eles são eleitos. E que o eleitor, como cidadão/contribuinte, tem o direito e o dever de fiscalizar a correta utilização do dinheiro público, fruto dos impostos que ele (cidadão) paga no cotidiano.
Nesta semana soube que algum (ou alguns) políticos com mandato não gostaram do teor da entrevista; e teriam questionado a direção do canal 15.
Às favas...
Se a carapuça serviu para alguém, eles que se sacudam e se acostumem a prestar contas de seus atos PÚBLICOS ao cidadão. E no espaço que tiver disponível, continuarei alertando a cada cidadão sobre seu papel de CONTRIBUINTE, mantenedor do orçamento público, e sobre a necessidade do efetivo CONTROLE SOCIAL sobre todas as ações da Administração Pública, notadamente sobre os atos de agentes públicos detentores de mandato eletivo. Se assim fosse, e o legislativo também exercesse DE FATO seu papel fiscalizador, não teríamos hospital fechado, desvio de eucaliptos, perseguição a servidores, enriquecimentos inexplicáveis, etc, etc...
Se todo agente político se esforçasse e desse uma lida básica na legislação da administração pública, teriam todos ciência de que o CONTROLE SOCIAL é mecanismo da democracia, revigorada (ao menos no papel) desde 1988, pela Constituição Federal e a legislação subordinada.
Preparo intelectual, serenidade para lidar com a cobrança da sociedade e transparência dos atos, são alguns dos atributos que todo agente político DEVERIA ter...
Flávio pautou a entrevista, divida em dois blocos, da seguinte forma: no primeiro bloco, falamos de cidadania, controle social sobre as ações do poder público (empoderamento social), respeito às leis...
No segundo bloco, Flávio me provocou a falar sobre as eleições que se avizinham e sobre corrupção cometida por agentes políticos.
Discorri sobre esses temas sem dificuldades, criticando, de forma genérica, a má conduta de agentes políticos; porém, sem qualquer tipo de ilação. Lembrei que os picaretas não chegam ao poder sozinhos; eles são eleitos. E que o eleitor, como cidadão/contribuinte, tem o direito e o dever de fiscalizar a correta utilização do dinheiro público, fruto dos impostos que ele (cidadão) paga no cotidiano.
Nesta semana soube que algum (ou alguns) políticos com mandato não gostaram do teor da entrevista; e teriam questionado a direção do canal 15.
Às favas...
Se a carapuça serviu para alguém, eles que se sacudam e se acostumem a prestar contas de seus atos PÚBLICOS ao cidadão. E no espaço que tiver disponível, continuarei alertando a cada cidadão sobre seu papel de CONTRIBUINTE, mantenedor do orçamento público, e sobre a necessidade do efetivo CONTROLE SOCIAL sobre todas as ações da Administração Pública, notadamente sobre os atos de agentes públicos detentores de mandato eletivo. Se assim fosse, e o legislativo também exercesse DE FATO seu papel fiscalizador, não teríamos hospital fechado, desvio de eucaliptos, perseguição a servidores, enriquecimentos inexplicáveis, etc, etc...
Se todo agente político se esforçasse e desse uma lida básica na legislação da administração pública, teriam todos ciência de que o CONTROLE SOCIAL é mecanismo da democracia, revigorada (ao menos no papel) desde 1988, pela Constituição Federal e a legislação subordinada.
Preparo intelectual, serenidade para lidar com a cobrança da sociedade e transparência dos atos, são alguns dos atributos que todo agente político DEVERIA ter...
terça-feira, 27 de julho de 2010
OS LIMITES DA LIBERDADE
(Artigo publicado em minha coluna semanal "Painel", no jornal Diário de Araguari, em 27.07.2010)
Retomo neste artigo a questão da poluição sonora, que em Araguari beira às raias do absurdo e do intolerável, clamando por uma ação urgente das autoridades competentes.
A proliferação de carros, pick-ups e afins trafegando pelas ruas com som em altíssimo volume, atenta contra a saúde auditiva e a paciência de todos nós. Afora o (discutível) mau gosto das músicas, a invasão de privacidade coloca em foco uma questão dialética: até onde a presumível liberdade individual pode atentar contra o direito coletivo?
O que para mim (com certeza) é mau gosto, para outros pode ser o mais refinado exemplo de expressão artística. Porém, a convivência em sociedade nos impõe certos limites. Ninguém pode, sob alegação do direito de expressão, obrigar aos demais cidadãos a ver, nem ouvir aquilo que não querem.
No último sábado assisti a dois exemplos da nova onda de terror: pela manhã, caminhando pelo centro da cidade, observei vários veículos transitando com os intragáveis “bate-estacas” em altíssimo volume; inclusive disparando alarmes de outros carros estacionados. À tarde, em casa, enquanto jogava água nas plantas, vi (e ouvi) uma pick-up passar pelo menos duas vezes tocando o que seria uma música (algo parecido com “vô ti pegá/vô ti pegá”) em alto volume , enquanto o motorista falava ao celular e dirigia, ao mesmo tempo. Valha-me Deus; que alguém goste desse tipo de coisa eu até aceito, embora não compreenda. Mas me obrigar a ouvir esse lixo também já é um acinte.
Um bom exemplo para acabar com essa poluição sonora seria algumas lojas comerciais abolirem de suas portas as caixas de som, todas reproduzindo ao mesmo tempo uma série de músicas que se misturam aos “bate-estacas”, buzinas e etc. Não faço idéia do quanto isso possa alavancar vendas ou, no sentido contrário, irritar e afastar potenciais compradores.
Outra ação imediata seria a revisão do código de posturas do município. Afinal, é justamente para cuidar do interesse coletivo (incluindo a saúde auditiva) que a população (exceto os vendedores de voto) elege seus representantes e sustenta, com uma alta carga tributária, o funcionamento do poder público.
Boa semana !
edilvomota@hotmail.com
http://saudenatela.blogspot.com
Retomo neste artigo a questão da poluição sonora, que em Araguari beira às raias do absurdo e do intolerável, clamando por uma ação urgente das autoridades competentes.
A proliferação de carros, pick-ups e afins trafegando pelas ruas com som em altíssimo volume, atenta contra a saúde auditiva e a paciência de todos nós. Afora o (discutível) mau gosto das músicas, a invasão de privacidade coloca em foco uma questão dialética: até onde a presumível liberdade individual pode atentar contra o direito coletivo?
O que para mim (com certeza) é mau gosto, para outros pode ser o mais refinado exemplo de expressão artística. Porém, a convivência em sociedade nos impõe certos limites. Ninguém pode, sob alegação do direito de expressão, obrigar aos demais cidadãos a ver, nem ouvir aquilo que não querem.
No último sábado assisti a dois exemplos da nova onda de terror: pela manhã, caminhando pelo centro da cidade, observei vários veículos transitando com os intragáveis “bate-estacas” em altíssimo volume; inclusive disparando alarmes de outros carros estacionados. À tarde, em casa, enquanto jogava água nas plantas, vi (e ouvi) uma pick-up passar pelo menos duas vezes tocando o que seria uma música (algo parecido com “vô ti pegá/vô ti pegá”) em alto volume , enquanto o motorista falava ao celular e dirigia, ao mesmo tempo. Valha-me Deus; que alguém goste desse tipo de coisa eu até aceito, embora não compreenda. Mas me obrigar a ouvir esse lixo também já é um acinte.
Um bom exemplo para acabar com essa poluição sonora seria algumas lojas comerciais abolirem de suas portas as caixas de som, todas reproduzindo ao mesmo tempo uma série de músicas que se misturam aos “bate-estacas”, buzinas e etc. Não faço idéia do quanto isso possa alavancar vendas ou, no sentido contrário, irritar e afastar potenciais compradores.
Outra ação imediata seria a revisão do código de posturas do município. Afinal, é justamente para cuidar do interesse coletivo (incluindo a saúde auditiva) que a população (exceto os vendedores de voto) elege seus representantes e sustenta, com uma alta carga tributária, o funcionamento do poder público.
Boa semana !
edilvomota@hotmail.com
http://saudenatela.blogspot.com
terça-feira, 20 de julho de 2010
O VÍCIO DA OMISSÃO
(Artigo publicado em minha coluna semanal "Painel", no jornal Diário de Araguari, 20.07.2010)
“Seu douto os nordestino têm muita gratidão/
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão/
Mas doutô uma esmola a um homem que é são/
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”
(VOZES DA SECA – Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1953)
Sábias, proféticas e (infelizmente) atualíssimas as palavras do “velho Lua”, ícone do cancioneiro popular brasileiro.
Porém, apesar do alerta, os “doutô” que dominam, desde sempre, a política e a administração pública brasileira insistiram na estratégia de manter a blindagem sobre a coisa pública, para vender facilidades em troca de votos.
Assim era no árido interior nordestino; assim era no berço esplêndido desta pátria amada, por todos os grotões. E assim é, lamentavelmente, nos dias de hoje.
Um país que deveria incentivar o trabalho disseminou o vício de conceder favores com o direito alheio. Notadamente no sistema de saúde pública, onde a lei garante acesso universal, integral e equânime a todos os brasileiros, é vergonhoso assistir à romaria de pessoas mendigando favores a “autoridades” e “amigos do rei”. Que não se furtam, nem se fartam de criticar o SUS e dizer que “a saúde do país está na UTI”. Faça-me o favor.
Mas a culpa desse quadro não é somente do cidadão, via de regra mal informado sobre seus direitos elementares. Um sistema que se ocupa em omitir informação sobre atos de domínio público mais comezinhos, não tem mesmo o menor interesse em divulgar para o contribuinte o rol de seus direitos.
Eis que o círculo vicioso se perpetua. E já recomeçam carreatas, passeatas e negociatas da próxima campanha eleitoral, transformando o que deveria ser solene em uma tal “festa da democracia” de gosto duvidoso, onde o cidadão comum somente é chamado para pagar a conta.
Passa da hora de o país pensar, de fato, em novo modelo de gestão pública. Não em palanques, em panfletos ou discursos inflamados (e pouco convincentes). Mas em ações, que busquem levar a cada indivíduo toda a gama de informações sobre seus direitos sociais e, além disso, prestar contas de cada ato levado a cabo pelos administradores públicos, em seu nome e, mais sério ainda, com o seu (do contribuinte) dinheiro.
Que não morramos de vergonha; nem nos viciemos, vendendo a alma e a consciência.
Boa semana a todos!
edilvomota@hotmail.com
http://saudenatela.blogspot.com
“Seu douto os nordestino têm muita gratidão/
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão/
Mas doutô uma esmola a um homem que é são/
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”
(VOZES DA SECA – Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1953)
Sábias, proféticas e (infelizmente) atualíssimas as palavras do “velho Lua”, ícone do cancioneiro popular brasileiro.
Porém, apesar do alerta, os “doutô” que dominam, desde sempre, a política e a administração pública brasileira insistiram na estratégia de manter a blindagem sobre a coisa pública, para vender facilidades em troca de votos.
Assim era no árido interior nordestino; assim era no berço esplêndido desta pátria amada, por todos os grotões. E assim é, lamentavelmente, nos dias de hoje.
Um país que deveria incentivar o trabalho disseminou o vício de conceder favores com o direito alheio. Notadamente no sistema de saúde pública, onde a lei garante acesso universal, integral e equânime a todos os brasileiros, é vergonhoso assistir à romaria de pessoas mendigando favores a “autoridades” e “amigos do rei”. Que não se furtam, nem se fartam de criticar o SUS e dizer que “a saúde do país está na UTI”. Faça-me o favor.
Mas a culpa desse quadro não é somente do cidadão, via de regra mal informado sobre seus direitos elementares. Um sistema que se ocupa em omitir informação sobre atos de domínio público mais comezinhos, não tem mesmo o menor interesse em divulgar para o contribuinte o rol de seus direitos.
Eis que o círculo vicioso se perpetua. E já recomeçam carreatas, passeatas e negociatas da próxima campanha eleitoral, transformando o que deveria ser solene em uma tal “festa da democracia” de gosto duvidoso, onde o cidadão comum somente é chamado para pagar a conta.
Passa da hora de o país pensar, de fato, em novo modelo de gestão pública. Não em palanques, em panfletos ou discursos inflamados (e pouco convincentes). Mas em ações, que busquem levar a cada indivíduo toda a gama de informações sobre seus direitos sociais e, além disso, prestar contas de cada ato levado a cabo pelos administradores públicos, em seu nome e, mais sério ainda, com o seu (do contribuinte) dinheiro.
Que não morramos de vergonha; nem nos viciemos, vendendo a alma e a consciência.
Boa semana a todos!
edilvomota@hotmail.com
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terça-feira, 13 de julho de 2010
ICC/Fiocruz é contemplado com financiamento que beneficia pesquisas com células-tronco
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Um projeto do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) está entre os contemplados pelo Ministério da Saúde em financiamento que irá beneficiar linhas pesquisas desenvolvidas com células-tronco embrionárias e adultas em todo país. O edital, que prevê investimento de R$ 10 milhões, recebeu 150 propostas para análise e selecionou 49.
O estudo do ICC, desenvolvido em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), investiga o potencial e a aplicação de terapias direcionadas ao sistema cardiovascular, especificamente na recuperação do coração que sofreu enfarte. O objetivo da pesquisa, que utiliza uma técnica inédita, é resgatar o ritmo cardíaco através da criação de novos vasos sanguíneos e da transformação das células-tronco em tecido muscular cardíaco.
Embrião humano na fase de blastocisto, do qual se extraem as células-tronco embrionárias
Em maio de 2008, o Supremo Tribunal Federal autorizou a realização de pesquisas com células-tronco embrionárias e o governo federal decidiu, em dezembro, financiar esse tipo de estudo. O Ministério da Saúde pretende criar rede de pesquisas na área e criará oito Centros Regionais de Terapia Celular. Um deles, será construído no Paraná, com investimentos superiores a R$ 2 milhões. “Contando com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), essa unidade servirá à pesquisa e à produção”, conta o pesquisador do ICC Samuel Goldenberg.
Segundo Goldenberg, a iniciativa inédita do Ministério da Saúde aponta para um novo conceito na ciência brasileira. “As verbas disponíveis para a pesquisa aumentaram de alguns anos para cá. Elas ainda não são suficientes, mas é uma mudança de parâmetro”.
Para o pesquisador, iniciativas dirigidas ao desenvolvimento de áreas e de pesquisas estratégicas para o país passaram a ser incentivadas. “Isso está ocorrendo em paralelo com a pesquisa básica, que é o correto".
Publicado em 13/7/2010.
terça-feira, 6 de julho de 2010
OS PERNAS DE PAU
(Artigo publicado em minha coluna semanal "Painel", no jornal "Diário de Araguari", em 06.07.2010)
Passada a euforia da Copa do Mundo, com os costumeiros excessos e os repetidos acessos de patriotismo temporão, o que afinal restará? Vuvuzelas (ufa!) devidamente encaixotadas, bandeira nacional retornando ao ostracismo e redução dos enforcamentos de horário de trabalho. Impressiona a disposição do brasileiro para o ócio, inversamente proporcional ao apego ao trabalho.
Mas, eis que se apresenta uma portentosa competição, de periodicidade menor que a copa e com, digamos, doses mínimas de fairplay. Campanha eleitoral é um verdadeiro festival de caneladas, carrinhos desleais, bolas nas costas e trairagem. Os entendidos de futebol entendem a dimensão desta linguagem.
E onde andará, a essa altura, o fervor cívico da população?
Pelos exemplos dos últimos tempos quando, salvo honrosas exceções, proliferam mandatos eivados de inexperiência administrativa, de pouco apego ao trabalho, de históricos viciados pelo mau uso do dinheiro público e uma fenomenal disposição para o populismo piegas, o prognóstico é desanimador.
O mesmo povo que se deleita em satanizar Dungas, Felipes Melos e que tais, se esquece do monte de pernas de pau que, eleição após eleição, coloca no poder, passando um cheque em branco para a incompetência e a má fé. Fé que, aliás, é muito bem explorada por picaretas infiltrados em religiões, transformando crença em curral eleitoral e fiéis em massa de manobra.
Passa da hora do brasileiro acordar e compreender, de vez, que a vida não se resume em copas do mundo.
Ao levar uma colega de trabalho ao Pronto Socorro Municipal, na tarde desta segunda-feira (05), pude constatar, não sem uma ponta de tristeza, que as dificuldades continuam. Contei, sem muito esforço, quase 90 pessoas esperando atendimento. Algumas desde as 11 horas da manhã, quando o relógio marcava 16 horas. Culpa dos servidores? Não. Culpa da infraestrutura que (justiça se faça) há anos vem sendo deteriorada pelo repetido descaso com que a Saúde Pública sempre foi tratada. E pela falta de foco na atenção primária.
A Saúde, a exemplo das demais políticas sociais, precisa muito mais que discursos, modelos ou planos de governos sem visão de longo prazo.
Da visita ao Pronto Socorro restou, ao menos, o prazer de rever antigos colegas de trabalho.
Boa semana a todos.
edilvomota@hotmail.com
http:\\saudenatela.blogspot.com
Passada a euforia da Copa do Mundo, com os costumeiros excessos e os repetidos acessos de patriotismo temporão, o que afinal restará? Vuvuzelas (ufa!) devidamente encaixotadas, bandeira nacional retornando ao ostracismo e redução dos enforcamentos de horário de trabalho. Impressiona a disposição do brasileiro para o ócio, inversamente proporcional ao apego ao trabalho.
Mas, eis que se apresenta uma portentosa competição, de periodicidade menor que a copa e com, digamos, doses mínimas de fairplay. Campanha eleitoral é um verdadeiro festival de caneladas, carrinhos desleais, bolas nas costas e trairagem. Os entendidos de futebol entendem a dimensão desta linguagem.
E onde andará, a essa altura, o fervor cívico da população?
Pelos exemplos dos últimos tempos quando, salvo honrosas exceções, proliferam mandatos eivados de inexperiência administrativa, de pouco apego ao trabalho, de históricos viciados pelo mau uso do dinheiro público e uma fenomenal disposição para o populismo piegas, o prognóstico é desanimador.
O mesmo povo que se deleita em satanizar Dungas, Felipes Melos e que tais, se esquece do monte de pernas de pau que, eleição após eleição, coloca no poder, passando um cheque em branco para a incompetência e a má fé. Fé que, aliás, é muito bem explorada por picaretas infiltrados em religiões, transformando crença em curral eleitoral e fiéis em massa de manobra.
Passa da hora do brasileiro acordar e compreender, de vez, que a vida não se resume em copas do mundo.
Ao levar uma colega de trabalho ao Pronto Socorro Municipal, na tarde desta segunda-feira (05), pude constatar, não sem uma ponta de tristeza, que as dificuldades continuam. Contei, sem muito esforço, quase 90 pessoas esperando atendimento. Algumas desde as 11 horas da manhã, quando o relógio marcava 16 horas. Culpa dos servidores? Não. Culpa da infraestrutura que (justiça se faça) há anos vem sendo deteriorada pelo repetido descaso com que a Saúde Pública sempre foi tratada. E pela falta de foco na atenção primária.
A Saúde, a exemplo das demais políticas sociais, precisa muito mais que discursos, modelos ou planos de governos sem visão de longo prazo.
Da visita ao Pronto Socorro restou, ao menos, o prazer de rever antigos colegas de trabalho.
Boa semana a todos.
edilvomota@hotmail.com
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terça-feira, 29 de junho de 2010
PADRE CORAJOSO
Fonte: FOLHA de SÃO PAULO, de 09/08/2009
O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas. Pois bem, vejam o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quarteis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças; das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.
Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP
O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas. Pois bem, vejam o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
A Cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quarteis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças; das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.
Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP
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