terça-feira, 12 de abril de 2011

Unimed Uberlândia terá que cancelar plano de saúde

A partir de 31 de agosto, a modalidade de plano de saúde da Unimed
conhecida como custo operacional, que tem 12 mil usuários
em Uberlândia, será cancelada.

Promotor Fernando Martins disse que usuários
da modalidade acabam procurando o SUS



Ela é considerada ilegal por uma lei de 1998, e o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a extinção da modalidade foi anunciado ontem entre o Ministério Público Estadual (MPE) e a operadora de planos de saúde.


No custo operacional, o usuário paga uma mensalidade de R$ 22, de acordo com informações do site da Unimed e por guias de atendimento ou exames, compradas diretamente na operadora, para ganhar descontos em consultas ou exames. Segundo o promotor de defesa do cidadão Fernando Rodrigues Martins, esse tipo de contrato é ilegal, por não prestar atendimento pleno ao paciente. Em caso de emergência ou quando se trata de valores altos, o usuário deixaria de usar o plano e procuraria o atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). “A leitura que o SUS faz é que está tratando alguém que tem a cobertura de um contrato privado”, disse o promotor.

Os valores dos atendimentos feitos dos usuários do custo operacional na rede pública são cobrados da Unimed, que hoje tem uma dívida de cerca de R$ 5 milhões com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apenas em Uberlândia, além de receber multas que somam mais de R$ 1 milhão, por operar esse plano.

O MPE também moveu uma ação contra a Unimed. “Nós entendemos que com as multas e o valor de ressarcimento é mais condizente encerrarmos o plano e cumprir as determinações da lei da ANS”, disse o superintendente da Unimed Uberlândia, Marco Aurélio Menegaz.

Sindicatos questionam

A extinção do custo operacional foi informada ontem numa reunião entre o Ministério Público Estadual (MPE), a Unimed e sindicatos que utilizam o plano. Apenas as associações patronais e de empregados quase 9 mil usuários desse tipo de contrato com a operadora.

Eles questionam o cancelamento, o qual deixaria os clientes sem cobertura. “Não dá para mudar a regra do jogo no meio do jogo. Nós queremos um período maior de transição”, afirmou a coordenadora do Sindicato Únicos dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Elaine Cristina Ribeiro. Ela disse que o prazo ideal seria de dois anos.

A Unimed está oferecendo um plano de pré-pagamento como contrapartida às pessoas que serão afetadas com o fim da modalidade, o que geraria um custo mensal aos usuários.


Comissão
Uma audiência já foi acertada para a próxima semana com o Ministério Público Estadual (MPE) e a Unimed, para discutir o cancelamento da modalidade de custo operacional. “A transição seria até 31 de agosto, inclusive com a devolução dos valores já pagos, mas vamos reavaliar se esta é a data mais viável, depende inclusive do aval da ANS”, disse o promotor Fernando Martins. Já a Unimed disse que procurará valores compatíveis com as receitas dos sindicalizados.

2 comentários:

Edilvo Mota disse...

Mensagem recebida pelo blog, enviada pelo assessor de imprensa da Unimed Uberlândia:

"Boa tarde,

Gostaria de colaborar para correção de informação equivocada publicada no Blog Saúde na Tela.

Segue errata:

ERRATA

A Unimed Uberlândia informa que, diferentemente do que foi publicado no Jornal Correio de Uberlândia de terça-feira (12), o usuário não paga uma mensalidade de R$ 22,00 para o plano de saúde conhecido como “custo operacional” e sim uma anuidade de R$ 69,00, em média, cobrada pelo cartão que da direito a comprar guias para consultas e exames.

Gustavo Lazzarini
Assessor de imprensa - Unimed Uberlândia
34| 9976 1207 | 3215 7652

Edilvo Mota disse...

O blog respeita o contraditório e a livre manifestação.

Entretanto, cabe lembrar que o blog apenas reproduziu a matéria sobre a Unimed Uberlândia, sem fazer qualquer juízo de valor ou crítica à cooperativa médica.