sábado, 19 de junho de 2010

Servidores da Saúde reclamam de falta de condição de trabalho

Fui informado por um servidor público municipal, lotado no serviço de controle da dengue, de insatisfação do grupo em relação à falta de condições de trabalho e também de eventual prepotência da secretária municipal de saúde, que estaria se recusando a receber suas reclamações.

O informante reclama ainda que, ao invés de agir a secretária estaria se limitando a culpar os servidores municipais pelos problemas cotidianos do setor de saúde. Alega também que, apesar de notícias de liberação de recursos extras, pelo governo do Estado de Minas, para ações contra a dengue, em Araguari tais ações não aconteceram.

Como o servidor pediu sigilo, temendo retaliações, atenderei seu pedido. Porém, fica feito o registro. Apesar da baixíssima visitação deste blog, quem sabe a notícia não chega ao destino, para que a situação seja esclarecida democraticamente através do diálogo, sem ranço e sem perseguições.

Sugeri ao informante que reportasse os fatos ao Conselho Municipal de Saúde, ao que fui instado a lhe informar "onde funciona" o conselho. Sem comentários...

2 comentários:

Ianis disse...

UBERLÂNDIA-MG, 20 de junho de 2010.

Prezado Edilvo,

(...)
"O meu País!"

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Zé Ramalho.
(...)

Atenciosamente,
Janis Peters Grants.

Anônimo disse...

Ser gestor da saúde assim é moleza...
É só culpar o servidor, a população, a instância governamental superior, principalmente se for da oposição...